Los Hermanos cumprem expectativas e regem o coro fervoroso de 42 mil pessoas em show em estádio carioca.

  • 27/04/2016
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Los Hermanos cumprem expectativas e regem o coro fervoroso de 42 mil pessoas em show em estádio carioca.

Reunir 42 mil pessoas em show no Maracanã, o maior estádio da cidade do Rio de Janeiro (RJ), é proeza na trajetória de qualquer artista. No caso do grupo Los Hermanos, o feito realizado na terra natal na noite de ontem, 4 de maio de 2019, chega a ser previsível, embora nem por isso deixe de ser histórico.

A naturalidade decorre do fato de, na turnê anterior de 2015, o quarteto ter feito nada menos do que quatro apresentações na Marina da Glória, espaço ao ar livre de grandes proporções.

O ardor popular em torno do grupo – concentrado em torno dos vocalistas e compositores Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante – é fenômeno tão grande que nem cabe explicação.

Até porque não há explicação racional para o repertório construído pela banda em apenas oito anos e quatro álbuns de estúdio, em período que foi de 1999 a 2007, ter permanecido tão forte na memória afetiva de um público que ainda vem sendo renovado.

Na noite de ontem, Marcelo Camelo (voz, guitarra e baixo), Rodrigo Amarante (voz, guitarra e baixo), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria) cumpriram (altas) expectativas ao reger o coro fervoroso das 42 mil pessoas que fizeram coro nas 27 músicas do roteiro – aberto com A flor (Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, 2001) nas vozes dos autores – e ainda pediram (sem serem atendidos) uma 28ª música após o generoso bis, encerrado com Pierrot (Marcelo Camelo, 1999).

A catarse foi total. "Que loucura", disse Amarante, espantado, antes de cantar Retrato pra Iaiá (Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, 2001), terceira música do roteiro.

Sem procurar inventar moda com arranjos inusitados, os Los Hermanos rebobinaram o repertório em total sintonia com o desejo do público. Tanto que foi ele, o público, que sozinho deu voz aos versos iniciais de O vencedor (Marcelo Camelo, 2003), sob a marcação da bateria de Rodrigo Barba, antes de Camelo assumir a liderança do canto da música.

Se existe alguma explicação racional para a apoteose emocional do público diante dos Hermanos, ela – a explicação – talvez resida na empatia de cancioneiro que assume o sentimentalismo como se o porta-voz de tanto amor (às vezes perdido, em outras nem consumado) fosse um looser perdido na multidão, seguindo o bloco do eu sozinho.

Tanto que a nova canção Corre corre (Marcelo Camelo, 2019) – que soou menos Banda do Mar no show do que no single lançado em 2 de abril – pareceu nem ter pique para acompanhar o passo de canções aceleradas como Tenha dó (Marcelo Camelo, 1999) e Quem sabe (Rodrigo Amarante, 1999), ambas vindas do primeiro álbum da banda, Los Hermanos (1999), lançado há 20 anos com a pegada do hardcore.

Esse peso foi diluído em discos posteriores em que o rock folião dos Hermanos se permitiu cair na folia da MPB, gerando até canção buarquiana como A outra (Marcelo Camelo, 2003), devidamente incluída no roteiro.

Do ponto de vista técnico, o show do grupo na turnê deste ano de 2019 pareceu ser o de melhor acabamento do quarteto, como ficou exposto em projeções usadas para ilustrar músicas como Do sétimo andar (Rodrigo Amarante, 2003).

O som estava potente, mas a energia maior vinha do público receptivo e paciente até com problema técnico ocorrido com a guitarra de Camelo, a quem Amarante agradeceu por tê-lo convidado para entrar para a banda (o que gerou intervenção jocosa da banda com o prefixo do tema-título do filme Love story).

Em Sentimental (Rodrigo Amarante, 2001), luzes de celulares iluminaram as cadeiras e a pista lotada, onde dois rapazes se beijaram durante o número, alheios (mas nem tanto...) ao que se passava no palco.

Anna Júlia (Marcelo Camelo, 1999) precedeu discurso em que Camelo lembrou os primórdios do grupo, com shows feitos em lugares "pequenos e escondidos" antes da fama. "...20 anos e vocês aqui no Maracanã! Inacreditável", exultou o cantor, no fundo acreditando que, sim, aquela multidão era real, possível diante do culto persistente ao grupo.

Fonte: G1

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